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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Crônicas de um pequeno mundo

Chega na hora de dormir e o peito dela dói. De angústia, responsabilidade, preocupações, incertezas. E tudo junto e acumulado é óbvio que o peso disso tudo cai na mente e no coração. 

Depois de tantas injustiças que ela passou, dos momentos que ela tentou se reerguer, sempre com o sorriso no rosto que ela prometeu jamais apagar independente das circunstâncias, ainda cuida de sua mãe. Embora ambas saibam que apesar de cuidadora de quem cuidou dela, ela tem que viver a vida dela.

O último mês de janeiro ela pensou que seria o mês mais incrível da vida dela. Uma provável tentativa de uma pessoa que parecia ser o parceiro ideal (que inclusive perguntou logo no primeiro encontro sobre casamento, filhos, relógio biológico, viagens, entre várias outras coisas) simplesmente escapou de seus dedos devido a questões passadas as quais ela não tinha nada a ver e nem merecia. Doeu? Só um pouquinho porque foi algo que apareceu de repente e da mesma maneira que apareceu, se foi, devido a fantasmas do passado que em realidade é uma pessoa que reapareceu a essa pessoa justo no momento. Pois bem, já sabemos o resultado dessa história, o tempo é um só e o futuro de alguém não será encontrado naquilo que é passado. 

Mas nem tudo está perdido. Como ela sabe que ainda tem muito pra viver, ela continua cuidando de quem ela tem que cuidar e dela mesma, estar ao lado de suas amigas e de pessoas que estão ao seu lado em qualquer situação. Ela é feliz nos detalhes, que qualquer chocolatinho que dêem a ela faz com que abra um sorriso, com uma florzinha que arrancam de algum jardim e a colocam em seu cabelo, move seus largos quadris no ritmo exato de uma música que gosta ou cantando junto, o canto dos pássaros os quais trazem doces memórias de infância, um banho ao som de uma música que se tornou seu hiperfoco, num simples jogo de stop/ Adedonha com alguém e começam a rir das palavras ou nomes inventados, e uma infinidade de possibilidades onde ela sabe que pode sempre encontrar felicidade.

Por estar cansada, ela apagou e logo acordou com a voz do seu pai, mesmo com a porta de seu quarto fechada, cuja voz com o tempo se tornou algo irritante para ela, pois ele está ficando ranzinza e implicando com coisas pequenas. Voltou a dormir, só cochilou, acordou, falou um pouquinho com Deus sobre as coisas que estava passando, fez alguma lição de francês em seu celular, mas quando levantou, a dor em seu peito voltou forte, aquele mal estar que ela já não aguenta mais. Conversou algo com sua mãe sobre algumas coisas que precisa fazer e quer resolver logo. 

Olha pela janela de sua sala o abacateiro dentro que está logo atrás do prédio onde mora e enxerga os abacates que estão nascendo. E lembra que tal como o abacate precisa de um processo para crescer, nascer e amadurecer, ela tem que passar por esse processo, por mais doloroso que seja e as pessoas ao seu redor não compreendam em sua plenitude. Afinal, faz parte. 

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